A Fórmula 1 não é um esporte em que os melhores vencem. Além da dependência
da máquina, o piloto deve acatar ordens da equipe para deixar o companheiro
passar para atender determinadas situações.
A corrida
Após uma largada brilhante, Felipe Massa pulou da terceira para a primeira
posição. Fazia uma corrida segura e não havia nenhum problema técnico com
o carro.
Fernando Alonso por mais que acelerasse não incomodava o piloto brasileiro.
Alonso, nervoso por não conseguir passar Massa, falou pelo rádio com a equipe que era "ridículo" a atitude do companheiro em não deixá-lo ultrapassar.
Ridículo! Ridículo é a atitude antiesportiva que vemos na Fórmula 1 em que a equipe escolhe o vencedor da corrida ou posição do grid de chegada. Na quadragésima nona volta, Massa (a contragosto) deixou Alonso passar a pedido da equipe.
Alonso venceu a corrida e Massa chegou em segundo lugar.
Senna x Prost
Gostaria de ver se a Ferrari tivesse dois pilotos com a personalidade de Ayrton Senna e Alain Prost. Pilotos que gostavam de vencer até corrida de videogame. Eles preferiam bater o carro ao deixar o companheiro passar.
Quem não se lembra das memoráveis corridas de 1989 e 1990 em Suzuki, no Japão.
Em 1989, o francês bateu no carro de Senna na volta 46 e foi campeão, já que ambos estavam fora da corrida e o piloto brasileiro não teria a possibilidade de pontuar.
Em 1990, em situação oposta, Senna fechou a porta para Prost e com o choque entre os carros, Senna sagrou-se campeão.
Decerto é que a Fórmula 1 perdeu o brilho. Uma indústria de fabricação de resultado.
Quem gosta do esporte e fica torcendo por determinado piloto está certo que quem vai vencer é o melhor?
Isso não é esporte!
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