Nas conversas sobre futebol, mais uma vez está em pauta a discussão sobre o que é drible e o que é provocação.
As opiniões se divergem sobre o assunto e não há certo ou errado. Cada torcedor tem a sua opinião baseada na vivência no esporte.
A discussão voltou à mídia, após os lances em que Valdívia - jogador do Palmeiras (SP) - dava chute no vazio, sem tocar na bola. Uma forma que o jogador encontrou para tentar criar uma jogada.
Mas os jogadores do Santo André, baseados na ética futebolística, viram o lance como provocação e menosprezo. É tanto que o Santo André acabou a partida com um jogador a menos, após jogada violenta sobre o atleta palmeirense.
Na década de 60, o Botafogo (RJ) tinha um jogador chamado Garrincha - extremamente técnico. O jogador dava vários dribles no seu oponente sem tirar a bola do lugar. Ele ameaçava ir e o defensor ia junto. Quando o zagueiro dava o bote, ele driblava e fazia o gol.
Provocação? Não, apenas um recurso utilizado para criar chances de gol.
Neymar, jogador do Santos (SP), é um atleta muito técnico. Com seu futebol moleque agrada muitos simpatizantes do futebol. Entretanto, alguns atletas adversários se sentem desrespeitados com os dribles.
Decerto essa discussão é centenária e vai continuar por muito tempo. Em minha opinião, todo o lance em que há a tentativa de drible utilizando apenas a bola não é provocação.
O jogador que tem talento deve usar e abusar da criatividade para vencer a partida. Já os atletas de menos recursos não podem dar espaço ao talentoso porque uma desatenção pode resultar na derrota do time.
Tags: drible, provocação, Valdívia, Neymar, Garrincha
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